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Para quem tem uma rotina ativa, seja no futebol de fim de semana, na corrida, na musculação ou no crossfit, o joelho é sinônimo de movimento. E esportes que exigem mudanças rápidas de direção carregam um risco constante: a torção. Quando ela acontece de forma brusca, é comum ouvir um estalo, e esse estalo, muitas vezes, é o rompimento do Ligamento Cruzado Anterior (LCA).
O diagnóstico assusta. A primeira pergunta que quase todo paciente faz é: preciso operar? A resposta não é simples, e é exatamente isso que este artigo explica.
O que acontece quando o LCA rompe
O Ligamento Cruzado Anterior é uma das estruturas mais importantes para a estabilidade do joelho. Ele funciona como uma estrutura que impede que a tíbia deslize para frente em relação ao fêmur. Quando rompe, o paciente geralmente sente:
Estalo no momento da torção
Uma sensação clara de que algo arrebentou, acompanhada de dor imediata.
Inchaço rápido
A articulação acumula sangue e líquido nas primeiras horas após o trauma.
Dificuldade de movimento
Dobrar ou esticar a perna completamente fica difícil nos primeiros dias.
Sensação de falseio
Após o inchaço diminuir, o joelho parece solto, cedendo ao mudar de direção, descer escadas ou apoiar o peso do corpo.
Esses sinais indicam que a avaliação com um especialista é urgente. O diagnóstico é feito com exame clínico e confirmado por ressonância magnética.
Preciso operar? Depende.
Esta é a pergunta certa. E a resposta honesta é: depende do paciente, não apenas da lesão.
Cirurgia indicada quando
Conservador pode ser suficiente quando
Em ambos os casos, a fisioterapia é parte fundamental do tratamento. A diferença é que, no paciente ativo que quer voltar ao esporte, a reconstrução cirúrgica oferece uma estabilidade que o tratamento conservador isolado frequentemente não consegue garantir.
A decisão deve ser tomada com base no perfil do paciente, suas expectativas e os achados clínicos. Não existe protocolo único.
Como é a cirurgia de reconstrução
Quando a cirurgia é indicada, ela é chamada de reconstrução porque o LCA rompido não cicatriza sozinho se for apenas suturado. O ligamento é substituído por um enxerto retirado do próprio paciente, geralmente do tendão posterior da coxa, da patela ou do quadríceps.
O procedimento é realizado por artroscopia, uma técnica minimamente invasiva. O cirurgião faz pequenas incisões no joelho, por onde introduz uma microcâmera e os instrumentos necessários, sem necessidade de corte aberto. O enxerto é posicionado e fixado com materiais de alta precisão, garantindo estabilidade imediata para o início da reabilitação.
A alta hospitalar acontece frequentemente no mesmo dia ou na manhã seguinte. A agressão aos tecidos é menor do que em cirurgias abertas, o que reduz a dor no pós-operatório e permite o início precoce da fisioterapia.
A recuperação: o que esperar
A reconstrução do LCA é tecnicamente bem-sucedida na grande maioria dos casos. Mas o resultado final depende diretamente da qualidade da reabilitação.
Primeiras semanas
Controle do inchaço, recuperação da amplitude de movimento e início do fortalecimento muscular progressivo.
3 a 6 meses
Fortalecimento intensivo, treino de propriocepção e equilíbrio, retorno gradual a atividades de baixo impacto.
6 a 9 meses
Retorno ao esporte com critérios funcionais específicos. Não é o tempo que define a alta, são os resultados dos testes.
Fazer o acompanhamento pós-operatório próximo de casa, com avaliações periódicas e fisioterapia acessível, faz diferença direta no resultado. O Dr. Antonio Carlos Faloni realiza a cirurgia de reconstrução do LCA e acompanha todo o processo em Parauapebas e Marabá, sem necessidade de deslocamento para grandes centros.
Se você torceu o joelho e está sentindo instabilidade, não espere. Quanto antes a lesão for avaliada, mais opções de tratamento estão disponíveis e menores são os riscos de danos secundários a outras estruturas do joelho, como os meniscos.
Dr. Antonio Carlos Faloni
Ortopedista especialista em joelho · Parauapebas e Marabá
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Referências

